"Preocupação moral e impulso moral em relação aos animais" é tema do Gefran de Junho

Por Veganos pela Abolição

Apresentação:  “Qualquer pessoa que tenha trabalhado com defesa animal teve a experiência de explicar racionalmente por que a exploração animal não pode ser moralmente justificada, só para ter a pessoa com quem ela está conversando dizer algo como, “Sim, isso é interessante, mas eu só não acho que é errado comer produtos de origem animal”, ou “Eu acho que você está sendo perfeitamente lógico, mas eu adoro sorvete, queijo e vou continuar a comê-los.” Como pode ser isso? Como as pessoas podem rejeitar os argumentos lógicos e racionais? A resposta é simples: a lógica e a racionalidade são cruciais para a análise moral. Mas elas não podem nos contar toda história sobre o raciocínio moral. É mais complicado do que silogismos lógicos. Raciocínio moral — sobre animais ou qualquer outro assunto — requer “algo mais” do que lógica. Esse “algo mais” envolve duas noções estreitamente relacionadas, mas conceitualmente distintas: preocupação moral e impulso moral, que precedem a nossa participação em um nível racional ou lógico. Se as pessoas não têm o que chamo de preocupação moral com os animais (e refiro-me a crença de que pelo menos alguns animais importam moralmente) e um impulso moral (e com isso eu quero dizer que elas estão motivadas para continuar, para agir com base nessa crença de modo que elas querem fazer a coisa certa, e não apenas pensar na coisa certa sobre o assunto), então a lógica e a racionalidade não importam muito. A origem dessa preocupação moral ou impulso moral é irrelevante. Se alguém se preocupa com os animais como seres morais, não importa se seu impulso moral foi desencadeado como resultado de seu relacionamento com um animal de companhia, lendo sobre São Francisco, lendo um romance como “Black Beauty” ou um poema, como “Inscription on the Monument of a Newfoundland Dog”, de Byron, por acreditar no princípio da não-violência, ou na regra de ouro, ou na interligação da vida, ou como resultado de sua repulsa estética ao “bullying”. O que importa é que ela tem a preocupação moral e o desejo de querer agir de acordo com essa preocupação. É então e só então — quando ela quer fazer a coisa certa em relação aos animais que ela acha que são importantes moralmente — que podemos usar a lógica e a racionalidade para demonstrar que a sua preocupação moral deve se estender a todos os animais e que isto requer a abolição, e não a regulamentação, do uso de animais.” Gary Francione

Investigue este tema junto com o GEFRAN! Sua participação é muito importante para nós, compareça!
Evento gratuito e aberto ao público
Local: VEGACY – Rua Augusta, 2061 ; referência: fica ao lado do Cine Sesc; Jardins – São Paulo – SP – Fone: (11) 3062-9989
Data: 23 de junho às 16:00hs (sábado)
Duração: 16:00 às 19:00 hs
Programação: exposição do tema pelo ativista de direitos animais Luís Martini e posterior diálogo com o público presente.

Apoio:
Restaurante Vegano Vegacy
Veganos pela Abolição.org

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