Noite das Peculiaridades com Jesus Sepulveda

Por Cultive Resistencia

Dia 17 – às 19 horas (sábado)
Bate-papo: Patriarquismo, Ideologia e Poder com Jesus Sepulveda
Lancamento do DVD Liga Juvenil Anti-sexo por Cultive Resistência

Dia 18 às 19 horas (domingo)

Bate-Papo: O simbólico “nós e eles” –  o canibalismo e a raíz comum do etnocentrismo e do especismo por Jesus Sepulveda
Vídeo: Come e Cala!
Venda de comida vegan
Preço Livre!! (pague quanto achar justo)

Local: Sala Chico Torres
Avenida São João, 2044 – sala 12 (tocar no interfone)

Jesús Sepúlveda (1967) é chileno e vive em Oregon, nos EUA. Contribuiu, junto com John Zerzan, com a revista Green Anarchy e é um escritor anarquista em sintonia com sua época e que não limita seu discurso. História, filosofia, antropologia, literatura e poesia são campos que se misturam com sutileza em seus textos, como em O Jardim das Peculiaridades, publicado e distribuído no Brasil pelo antigo coletivo Você Tem Que Desistir, e que terá sua segunda edição pelo coletivo Cultive Resistência.  O autor estará em São Paulo em uma passagem rápida divulgando seu livro e trazendo alguns de seus temas para debate.

Sobre o O Jardim das Peculiaridades

“O contato com ‘O jardim…’ emociona. É um texto de arrebentar as amarras do peito e do cérebro. Dos olhos e do pensar. Isso acontece por que Jesús toca lá no fundo (a piada era inevitável). Qualquer polarização se perde, pois seu questionamento abarca os pontos de referência também. E sem centro tudo flutua livre, definindo-se por si mesmo. O mais  importante nesse texto é isso: romper o paradigma dicotômico que permeia tanto o falar autoritário quanto o revolucionário, que em si são os  extremos de um mesmo discurso antropocêntrico, especista, de dominação.”

Assim começa o prefácio de Paulo Márcio Ribeiro à edição brasileira de O Jardim das Peculiaridades. Nele, Sepúlveda torna evidente o esforço massificador de uma sociedade  industrial, dominada pela razão instrumental e que enxerga o mundo com um olhar alheio àquilo que denomina natureza. Para fazer isso, nos convida a uma reflexão sobre os artifícios do discurso que media nossas relações com o mundo ao nosso redor através de uma lente etnocêntrica, sexista e especista. Ainda segundo o prefácio, “…é na desconstrução do discurso que repousa a possibilidade de adotar uma nova perspectiva. Perceber que o mundo não é uma experiência pronta e que a racionalidade o vê assim: de dentro para fora, a partir da mente que categoriza, separa e valora. É dessa atitude taxonômica e valorativa que as mitologias da queda do homem, de sua expulsão do paraíso terreno falam: conhecer o que é bem e mal, separar humanos de animais, animado de inanimados é assumir uma existência fictícia à parte da existência e considerar a ficção superior à realidade: ter consciência da existência e confundir aquela com esta.”

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