China lança indicador de "desenvolvimento verde"

Por Meio Ambiente (iG)

Foto: Biblioteca SDP

A China lançou nesta quinta-feira (4) um indicador de “desenvolvimento verde”, que leva em conta não só a expansão econômica como também o respeito ao meio ambiente.

A iniciativa retoma parcialmente uma tentativa anterior de pôr preço na poluição, e é um pequeno exemplo de como a China está gradualmente mudando seu rumo após anos de crescimento econômica veloz, mas à custa da degradação ambiental.

O novo indicador estabelece um ranking de cidades e províncias conforme o seu desempenho em equilibrar expansão econômica com proteção ambiental.

Na sua primeira edição, o ranking é liderado por Pequim, e tem em último lugar a província de Shanxi, onde há grande atividade de extração de carvão mineral.

Maior emissor global de gases do efeito estufa, a China já se comprometeu a buscar um modelo de crescimento mais limpo e a melhorar sua eficiência energética. Mas ainda é difícil levar essa mentalidade a dirigentes obcecados com os números do PIB.

Analistas dizem que o governo deveria enfatizar mais o bem-estar da população e a proteção do meio ambiente ao avaliar seus quadros, mas que tal sistema é difícil de desenvolver.

Li Xiaoxi, professor da Universidade Normal de Pequim, que coordenou a criação do novo indicador, disse que ele pode servir como uma ferramenta para futuras recompensas a funcionários, mas acrescentou que por enquanto se trata apenas de um exercício acadêmico.

“Esperamos que os principais tomadores de decisões na China considerem o nosso livro valioso e o incorporem aos documentos oficiais”, disse Li.

O índice, compilado pelo Departamento Nacional de Estatísticas e por duas universidades, leva em conta 55 indicadores detalhados, como as emissões per capita de dióxido de carbono ou a participação dos gastos ambientais nos orçamentos públicos.

O Ministério do Meio Ambiente e a agência de estatísticas já haviam anteriormente tentado desenvolver uma medição do “PIB verde,” mas abandonaram o projeto devido à resistência de governos locais.

Em 2006, eles relataram que em 2004 a poluição havia custado à China 511,8 bilhões de iuans, ou 3 por cento do PIB daquela época. Novos dados não foram divulgados depois disso.

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