Batalhão Ambiental estoura rinha de galo e prende três pessoas

Por Agência de Noticias de Direitos Animais (ANDA)

O Batalhão Ambiental encontrou 22 galos. Entre eles, cinco gravemente feridos e um morto.
Foto: Danilo Mello

No terreno, localizado em frente à Igreja Pentecostal Unidos do Brasil, foram encontrados 22 animais. Entre eles, cinco gravemente feridos e um morto, no centro da ‘arena’.

Três homens foram presos na tarde deste domingo (5) com envolvimento em rinhas clandestinas de galo. O Batalhão Ambiental chegou à residência de número 179, da Rua São Valentim, do Bairro Monte Pascoal, zona Norte de Manaus, após a denúncia de moradores da região.

De acordo com as informações do policial militar cabo Carlos Largo, vários homens estavam no local na hora da invasão policial. Porém, apenas três foram presos. Diomédio Conrado, proprietário do terreno, Edson Souza de Araújo e Carlos Souza. Nos fundos da casa, há uma mata por onde os outros envolvidos conseguiram fugir.

Diomédio aluga sua propriedade há aproximadamente dois meses, mas não quis revelar o lucro que ele obtém com ao ceder o local para os eventos. “Eu não sei de nada, estava só assistindo”, garantiu Edson, autônomo, de 37 anos. “Eu só vim trazer os refrigerantes. A polícia me pegou na escada, na hora que eu já estava saindo”, garantiu Carlos, autônomo, 38.

No terreno, localizado em frente à Igreja Pentecostal Unidos do Brasil, foram encontrados 22 galos. Entre eles, cinco gravemente feridos e um morto, no centro da ‘arena’.

A denúncia ocorreu via telefone, pelo número 190, e posteriormente passada ao Batalhão Ambiental. Os presos serão encaminhados ao 15º Distrito Policial (Cidade Nova). Após realizar o procedimento básico, o caso será transferido ao Ministério Público, que decidirá as penas cabíveis.

Proprietários, participantes e curiosos podem ser denunciados, mas com penas diferentes, de acordo com a intensidade do envolvimento. “Não só o proprietário, mas todos que tem ciência sobre essas rinhas, e não denunciam à polícia, podem ser autuados”, informou Largo.

De acordo com o Batalhão Ambiental, essas brigas de galo são muito comuns na cidade. Porém, para detê-los, o procedimento não é simples, já que esses ‘eventos’ são itinerantes, ou seja, são realizados em vários lugares diferentes.

Com a ação deste domingo da Polícia Militar, a tendência é que diminua o número de rinhas em Manaus. “Conseguimos estourar esse (local) aqui porque nasce tudo daqui. É fixo. Tem ração e remédios para os galos. Esse é o ponto que ‘alimenta’ as varias rinhas da cidade”, garantiu o cabo.

Os animais serão levados para um local, ainda indefinido pela PM. Se os galos continuarem com o proprietário do terreno, ele deverá abrir as portas de sua casa a qualquer momento pelo Batalhão Ambiental para uma vistoria. Ele será um ‘fiel depositário’. Se um galo morrer, por exemplo, ele deve telefonar à polícia para informar os motivos do óbito.

Criador de galos alega que as rinhas são “salvação” de algumas famílias

De acordo com Ricardo Acris (35), que cria galos desde 5 anos de idade, essa é a única maneira de ele sobreviver. “Eu poderia estar bebendo, roubando, me drogando, mas crio galo. E é das características deles a briga. Não precisa de estímulos. Basta colocar um em frente ao o outro que eles já estão se pegando”, garantiu Acris, que não teme represálias da população.

O rapaz vai além. ‘‘Ganho um dinheiro bom com isso. Até consigo importar animais do Japão e Tailândia. Não faço nada de errado: crio os galos e eles brigam sozinhos’’, garantiu Ricardo, um dos curiosos que acompanharam a ação da PM na Rua São Valentim.

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