14 lições de como ser mais gentil com o meio ambiente

Estava olhando o site Casa da editora Abril e encontrei uma lista que todos podem seguir sem problemas. Ajudar o meio ambiente nunca foi tão fácil.

Lição 1: Controle o impulso consumista

Comprar menos é a maneira mais eficaz de não produzir lixo. Óbvio, não? Mas, para isso ocorrer, é preciso ter um olhar crítico e atento, capaz de discernir entre o desejo de comprar e a necessidade real da compra. Annie Leonard, especialista em saúde ambiental, mostra em seu recente filme, The Story of Stuff um dado impressionante: apenas 1% dos produtos consumidos nos Estados Unidos continuam existindo seis meses após a compra. “Vivemos numa sociedade em que tudo é descartável. É preciso caminhar para uma sociedade do durável”, diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
Nessa toada, o consumo consciente é nosso maior aliado. Sempre que possível, dê preferência a produtos mais duráveis, resista à tentação de trocar o celular em menos de dois anos (como faz a maioria dos brasileiros) e pense duas vezes antes de comprar aquela calça incrível que vai sair de moda em três meses.

Lição 2: Reduza a sua produção de lixo

Aqui, selecionamos algumas dicas básicas do Instituto Akatu para diminuir suas visitas diárias às lixeiras.
– Não compre nada por impulso para não desperdiçar.
– Pense antes de imprimir e aproveite os dois lados do papel sulfite.
– Tenha sempre na bolsa uma sacola reutilizável para carregar pequenas
compras e reduza, assim, o uso de sacolas plásticas.
– Se sua família é grande, opte por embalagens maiores de alimentos.
– Prefira sempre as embalagens retornáveis, como as garrafas de refrigerante de vidro, e os produtos com refil.
– Nas compras, prefira produtos a granel e evite bens superembalados, como biscoitos que vêm em saquinhos pequenos dentro de outro saco plástico maior.
– Leve para o trabalho uma caneca para tomar água e café e esqueça os copos plásticos.

Lição 3: Reaproveite antes de descartar

Esqueceu a caneca em casa e vai ficar no escritório tomando água o dia todo? Separe um único copinho plástico para usar. Difícil? Nem tanto. Experimente. Esse princípio vale para muitas coisas na sua casa. Algumas embalagens de alimentos, especialmente vidros e potes de plástico, podem (e devem) ser utilizadas mais de uma vez, da mesma forma que as famosas sacolas plásticas podem virar recipientes para o lixo orgânico. Retardar o descarte dando um novo uso aos materiais também é uma maneira de produzir menos lixo.

Lição 4: Separe o lixo reciclável do orgânico

Separar os recicláveis é mais simples do que parece. Entram nessa lista os plásticos em geral, papéis, vidros e metais (latas de bebidas e alimentos). “Não precisa colocar cada grupo em cestos distintos. Essa triagem é feita pelas cooperativas do setor. Basta separá-los do lixo orgânico. Ou seja, duas lixeiras bastam”, diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Remova restos de comida ou outro produto com uma colher ou guardanapo usado. “Uma dica é, ao lavar a louça, colocar as embalagens no fundo da pia e depois passar um fio de água”, ensina Vilhena. Compactar as embalagens poupa espaço em casa e otimiza o transporte. “No caso dos vidros, evite quebrá-los e proteja-os com jornal ou caixa de papelão”, lembra Roberta Martins Saviolo, técnica de reciclagem da Abividro (Associação Brasileira da Indústria de Vidro). Se possível, identifique-os com caneta para evitar acidentes com os catadores.

Lição 5: Lixo orgânico pode virar adubo

Nas cidades, o lixo orgânico representa de 40 a 60% do total de resíduos. São restos de comida, folhas e podas de jardim. No Brasil, 1/3 dos alimentos vai para o lixo. Por isso, combater o desperdício é a melhor maneira de reduzir esse volume no meio ambiente. “Antes de comprar, pense no cardápio da semana e compare a data de validade do produto com o tempo estimado para seu consumo”, sugere Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu. Além disso, sobras de alimentos podem virar sopas, bolinhos, compotas e geléias. Outra opção é ter uma composteira em casa para transformar o lixo orgânico em composto e adubo para as plantas. Várias ONGs trabalham com diferentes modelos para casas e até apartamentos. O projeto Minhocasa, por exemplo, vende um kit de compostagem caseira com
minhocas. Aliás, a idéia rendeu o Prêmio Planeta Casa 2008 ao Instituto Coopera, de Brasília.

Lição 6: Posso jogar o óleo usado de cozinha na pia?

Despejado na pia, 1 litro de óleo usado contamina até 20 mil litros de água. Jogá-lo no lixo também não é uma boa opção, pois ele pode vazar no solo, já que muitas cidades não têm aterro sanitário. Uma solução é fazer sabão em casa (vários sites trazem receitas simples). Se for descartar, armazene num recipiente e doe a entidades que reciclam o óleo para fabricar sabão e biocombustíveis. Na região do ABC paulista, o Instituto Triângulo recolhe o óleo nas residências e doa o sabão feito pela entidade.

Lição 7: Troquei o computador. E agora?

Anualmente, o descarte de computadores gera 50 milhões de toneladas de lixo potencialmente tóxico, já que contém metais pesados. Antes de jogar fora seu PC, tente doar a alguém que poderá fazer uso dele. “Procure manter a máquina por mais tempo, fazendo um upgrade”, sugere Heloísa Mello. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática e o projeto Metareciclagem recebem doações de computadores em várias cidades do Brasil.

Lição 8: O que faço com as lâmpadas fluorescentes?

Lâmpadas incandescentes não oferecem riscos ambientais e devem ser descartadas com o lixo comum. Já as fluorescentes, que contêm mercúrio, merecem um tratamento mais cuidadoso. Algumas empresas desenvolveram tecnologia para a descontaminação e reciclagem do produto, mas poucas cidades têm acesso a esses serviços. Por isso, o melhor a fazer é embalar a lâmpada num saco plástico e colocá-la no lixo orgânico. Veja a lista de empresas que coletam lâmpadas de mercúrio no site do projeto Coleta Seletiva Solidária, do governo federal.

Lição 9: Sacola plástica: a grande vilã?

Em São Paulo, elas correspondem a 40% das embalagens jogadas fora e ocupam de 15 a 20% do volume de um lixão. Na natureza, demoram 450 anos para se decompor. Uma pesquisa feita em 2007 pela Plastivida mostrou que a maioria das sacolas plásticas de supermercados não seguia os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que levava os consumidores a usar duas por vez. “No tamanho-padrão, elas devem suportar 6 kg e não estavam agüentando nem 2 kg. Isso gerou uma grande campanha pela melhoria da qualidade”, conta Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida. Reaproveitá-la como saco de lixo ameniza o problema desde que o excesso de embalagens seja destinado à reciclagem. “O melhor mesmo é evitá-la, levando sua sacola retornável às compras”, enfatiza Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Lição 10: Prefira as pilhas recicláveis

Para pilhas e baterias comuns, a melhor opção são as recarregáveis. A legislação brasileira desobriga o recolhimento pós-consumo por fabricantes que garantem pequenas quantidades de metais pesados nos produtos. “O problema são as pilhas importadas e pirateadas, que costumam ultrapassar esse limite. Essas não devem ser compradas”, afirma André Vilhena, diretor executivo daONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Nos aterros, elas não causam danos ambientais porque não entram em contato com o solo e a água. Em cidades que ainda mantêm lixões a céu aberto, o ideal é procurar locais que recolhem pilhas usadas. As baterias de celular contêm metais pesados perigosos e devem ser entregues pelo consumidor em assistências técnicas autorizadas pelo fabricante ou em postos de coleta. O site do Ministério do Meio Ambiente traz uma lista com os postos de entrega em todo o país.

Lição 11: Isopor é reciclável?

Diferentemente do que se imagina, o EPS (poliestireno expandido) e o XPS (poliestireno extrudado) são recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. “Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto”, diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida. Em Santana do Parnaíba, SP, a Associação Vila Esperança de Materiais Recicláveis é uma das cooperativas que recebem o material.

Lição 12: Sobrou tinta na obra. O que faço?

Latas com restos de tintas, vernizes, impermeabilizantes e outros materiais de construção podem conter substâncias tóxicas e, por isso, não são recicláveis nem devem ser destinadas à coleta municipal de lixo. Se estiver construindo ou reformando sua casa, separe as sobras desses materiais para os caçambeiros, que levam entulho de construção civil para aterros de inertes, apropriados para receber esse tipo de produto. Consulte na prefeitura de sua cidade a lista de empresas habilitadas.

Lição 13: Nem tudo se recicla

Por mais que sua consciência esteja atenta para o problema do lixo, alguns materiais não devem ser colocados entre os recicláveis, e sim acrescentados ao lixo orgânico. No grupo dos papéis, não é possível reciclar celofane, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, papel-carbono, papel vegetal, papel para fax e papéis encerados ou plastificados, além de papel higiênico, guardanapo e papéis muito engordurados. Já entre os plásticos, poucos ficam de fora. São eles: as embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos e biscoitos) e os plásticos chamados termofixos, usados na fabricação de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos.
Espelhos, cristais, tubos de TV e de computadores, ampolas de medicamentos, cerâmicas e porcelanas também não retornam ao ciclo produtivo. O mesmo acontece com os vidros de janelas e de automóveis, embora eles possam ser doados ou até vendidos para lojas que revendem material de demolição para a construção civil. Na família dos metais, quase tudo se recicla, com exceção de esponjas de aço, tachinhas, clipes, grampos, pregos e canos. Como reduzir ainda é a melhor saída, use sua criatividade para transformar alguns desses produtos em peças de artesanato. O planeta agradece! Ah, e aproveite para se inspirar nas idéias dos vencedores do Prêmio Planeta Casa, iniciativa de Casa Claudia.

Lição 14: Organize a coleta no condomínio

Se seu prédio ainda não faz a coleta seletiva dos materiais recicláveis, que tal dar o primeiro passo? Em São Paulo, o Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente oferece consultoria gratuita aos interessados em iniciar o processo. Ana Maria Luz, presidente da instituição, dá algumas dicas:
– Procure saber os tipos de lixo que o condomínio produz e se vale a pena vender alguns materiais (ou apenas doá-los);
– Descubra quem poderá retirar o lixo. Pode ser uma concessionária de coleta seletiva da prefeitura ou uma cooperativa de catadores;
– Pense na logística interna e no local para o armazenamento dos materiais;
– Mobilize os moradores com cartazes informativos nos elevadores, halls e apartamentos;
– Mantenha a motivação dos moradores com comunicados que tragam os resultados positivos do projeto;

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