Um assalto à Amazônia

Por O Eco Amazonia

Foto: Kadir Van Lohuizen

A cada oito segundos, o equivalente a um campo de futebol desaparece na Amazônia brasileira. Nem tanto para a produção de madeira, mas para criação de pastagens. O Brasil, com 200 milhões de vacas, tem o maior rebanho comercial de bovino e é o produtor n º 1 de carne do mundo.

Segundo relatório da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura), o gado emite 18% mais gases de efeito estufa do que carros e é uma das principais fontes de degradação de terra e água. Hoje, por causa do gás metano liberado pelas vacas, a produção de carne é uma das maiores ameaças do aquecimento global.

O relatório observa que a pecuária utiliza 30 por cento da superfície terrestre do planeta, principalmente para pastagens permanentes, mas também incluem-se neste número 33 por cento das terras cultiváveis do mundo usados para produção de ração para o gado. É um dos principais motores do desmatamento, especialmente na América Latina, uma vez que as florestas são desmatadas para criar novas pastagens. Por exemplo, cerca de 70 por cento das florestas derrubadas na Amazônia foram para o pastoreio.

A maioria destes desmatamentos são ilegais. Na estação seca, a floresta está em chamas deixando um cemitério de árvores queimadas. Estes incêndios florestais também contribuem seriamente para o aquecimento global. Após a queima, os tratores limpam a área. Na maioria das vezes, a madeira que sobra é usada para produzir carvão vegetal nos fornos espalhados nos estados do Pará e Mato Grosso. Este carvão é usado nos altos-fornos no Brasil e no exterior. Depois que a terra foi limpa os aviões jogam sementes de capim para criação de pastagens.

Antes de virar fotógrafo Kadir van Lohuizen era marinheiro e criou um abrigo para sem tetos e dependentes químicos na Holanda. Ele também foi um ativista do movimento sem teto holandês.Ele começou a trabalhar como fotojornalista freelancer profissional em 1988 cobrindo a Intifada. Nos anos posteriores trabalhou em muitas áreas de conflito na África, como Angola, Serra Leoa, Moçambique, Libéria e República Democrática do Congo. Recentemente Kadir cobriu os conflitos em Darfur, no Chade e no Líbano. Desde a passagem do furacão Katrina, fez várias viagens ao EUA para cobrir suas consequências e até hoje continua acompanhando. Em 2006, Kadir iniciou um novo projeto: uma investigação visual sobre a migração nas Américas. Para isso, ele viaja da Terra do Fogo (Patagônia) ao Norte do Alasca. Veja mais de suas e leia biografia completa aqui

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