Descoberta no Atlântico ilha formada por lixo de plásticos

Por Agência de Noticias de Direitos Animais (ANDA)


‘Ilha’ de lixo situa-se entre os 22 e os 38 graus de latitude norte, ao largo de Miami. (Imagem: Diário de Notícias)

Não se lhe conhece a dimensão exata, nem o impacto ambiental, ou os efeitos na cadeia alimentar, mas a confirmação aí está: à semelhança do que acontece no Pacífico Norte, também no Atlântico Norte, numa extensa zona localizada entre a costa leste da Florida e as Bermudas, existe uma enorme lixeira flutuante, para onde convergem plásticos de todos os tamanhos e feitios.

A descoberta daquela “ilha” feita de lixo de plástico foi anunciada em Portland, nos Estados Unidos da América, na conferência Ocean Sciences Meeting, que termina nesta sexta-feira (26).

Durante as duas últimas décadas, pesquisadores da Sea Education Association, uma organização para a investigação oceânica daquele país, recolheram dados na região, num total de 6.100 amostras recolhidas com redes puxadas ao longo de diferentes percursos no Atlântico, junto às Caraíbas, e no Atlântico Norte, ao largo da costa leste norte-americana.

Em mais de metade dos percursos, os pesquisadores recolheram plásticos que flutuavam à superfície do mar, juntamente com organismos marinhos.

O problema dos resíduos de plástico no Atlântico tem sido “muito ignorado”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Kara Lavender Law, da Sea Education Association, sublinhando que a sua equipe identificou uma região “a norte, no oceano Atlântico, onde os lixos de plástico parecem estar concentrados”, permanecendo ali durante longos períodos de tempo.

“Mais de 80 por cento dos pedaços de plástico que recolhemos nas redes foram encontrados entre os 22 e os 38 graus norte, portanto temos uma latitude onde este lixo está se acumulando”, adiantou a pesquisadora.

De acordo com os dados recolhidos pelos pesquisadores, a larga maioria dos restos de plástico tem origem em produtos de embalagens destinadas aos consumidores ou em sacos de plástico, e não têm mais de um centímetro de dimensão.

A densidade máxima destas manchas de lixo flutuante encontradas pela equipe foi de 200 mil pedaços de plástico por quilômetro quadrado. “Isto é comparável à ilha de plástico flutuante que existe no Pacífico”, explicou Kara Lavender Law.

Resta saber qual é o impacto deste lixo na vida marinha, na região. Os investigadores sabem que muitos seres marinhos consomem este plástico, o que tem impacto negativo nas aves, mas tudo isso está sendo estudado.

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