Vegetarianismo

Por Juliana Sales


Com base no estudo de Winckler (2004) sabemos que o vegetarianismo é uma dieta alimentar que não faz o uso de carnes em seu cardápio, por tanto os seus usuários não consomem carnes vermelhas, peixes e aves, entretanto há pessoas que se dizem vegetarianas, mas consomem carne, são identificadas por alguns estudiosos como semi-vegetarianos aqueles que consomem em pequena escala a carne branca, portanto peixes e aves e os pixo-vegetarianos que fazem apenas o consumo de peixes e mariscos esporadicamente, mas mesmo com pouco uso da carne em suas dietas, são considerados por muitos como onívoros.

As pessoas se tornam vegetarianas por diversos motivos como: anatômica e fisiológica, higiênica, saúde, econômica, estética, ecológica, ética, espirituais e religiosas. Neste artigo foca-se os motivos de veneração religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica.

Dietas Vegetarianas

Segundo estudo da Associação Americana do Coração AHA (American Heart Association – 2009), e do site Centro Vegetariano (2002) não existe um único padrão de dieta vegetariana, sendo composta por vários tipos de dietas como, Ovo-lacto-vegetariana, Lacto-vegetariana, Ovo-vegetariana, Vegana, Semi-vegetariana, Pixo-vegetariana.

As dietas devem ser planejadas para serem completas em termos nutricionais, assim se tornado saudáveis suprindo a carência de nutrientes, contendo em alguma delas substituição de alimentos como leite que é substituído por leite de soja, carne pela soja, queijo por tofu e os ovos que podem ser substituídos de diversas formas uma delas é com sementes de linho moídas.

O centro vegetariano (2002) diz que todas as dietas vegetarianas incluem em grande quantidade o consumo de vegetais, cereais e sementes.

As três principais dietas vegetarianas: Ovo-lacto-vegetariana impede o consumo de qualquer tipo de carne e se permite ingerir os demais produtos animais como, leite e seus derivados e ovos; Lacto-vegetariana não faz consumo de carne e nem tão pouco de ovos, porém faz uso dos laticínios e Vegana ou vegetarianismo estrito, não é composta por nenhum tipo de produto animal, isso inclui ovos, laticínios, mel, gelatina, entre outros. Também não faz uso de produtos animais como couro, seda, lã e lanolina.

Razões para uma dieta vegetariana

Dentre as razões para uma pessoa se tornar vegetariana, destacam-se Veneração religiosa, saúde física e responsabilidade ecológica de acordo com estudos de Blix (1992), Winckler e Ferreira (2004).

Vegeração religiosa

Desde a Antigüidade as religiões interferem na forma de vida de seus seguidores, sendo a alimentação vegetariana um dos fundamentos das grandes religiões, como Budistas, Hinduístas e Jainistas.

No Antigo Egito eles tinham crença de que se não comessem carne ele teriam um poder karmico que facilitaria a reencarnação, diz Blix (1992).

Na índia após o rei Asoka se tornar Budista fez com que todo o seu reino se tornasse vegetarianos.

Ferreira (2004) nos mostra que no Cristianismo utilizava a dieta vegetariana como uma forma de purificação do corpo.

A Bíblia contém passagens defendendo a dieta vegetariana. Comunidades cristãs como essênio, nazarenos, terapeutas, gnósticos, entre outras ordens, hoje incluindo também os adventistas, foram abstêmias de carne, diz Winckler (2004).

Na Quaresma Igreja Católica Romana matem a proibição do consumo de carne ás sextas-feiras.

Nas religiões ocidentais houve um ressurgimento da ideia de que, na realidade, o consumo de carne era uma aberração e ia contra a vontade de Deus e contra a genuína natureza da humanidade. (Ferreira, 2004).

Saúde fisica

Os estudos de Winckler (2004) mostram que a dieta vegetariana traz em sua essência benefícios a saúde, pela não utilização de carne em sua dieta acaba por prevenir doenças como, ateromatose, infarto do miocárdio, cânceres colorretais, cânceres hormonodependentes (mama, próstata e útero) e obesidade.

Reduzindo os riscos de doenças crônicas e degenerativas como, cardiopatias, diabetes, osteoporose, doenças da vesícula biliar e hipertensão.

Na dieta sem carne causa menos chances de contrair infecções bacterianas.

A carne contribui para degenerações humanas, apendicite, arteriosclerose. Artritismo, eczema, enterite, gastrite. Nefrite, reumatismo, úlcera gástrica e vegetações adenóides.

Felitti (2009) diz que de dez vegetarianos dois utilizam da dieta para perda de peso, afirmando que a dieta vegetariana não é um distúrbio alimentar e sim não aplicada corretamente por alguns usuários da dieta.

Responsabilidade Ecologica

O homem para poder consumir a carne animal, faz modificações na alimentação dos animais, desequilibrando o ciclo natural dos animais e também prejudicando o meio ambiente.

A necessidade de mais criações de animais para consumo, contribui também para o aumento da emissão de gás metano em 12%, substância que colabora para o efeito estufa, sendo um dos maiores causadores de poluição, além disso, a procura por mais espaço, estimula a destruição de floresta e áreas naturais o que colabora para a extinção de espécies de flora e fauna , diz Winckler (1992).

Metade da terra boa do mundo é utilizada pra criação de gados. Caso o consumo de carne por americano fosse reduzido, 100 milhões de pessoas poderiam ser beneficiadas.

Caso o consumo diminua e a utilização de pasto vire plantação, melhoraria a qualidade de vida de todos os seres humanos.

Referencias Bibliograficas

AMERICAN HEART ASSOCIATION. Dietas vegetarianas – Parecer da Associação
Americana do Coração.Vegetarianismo, 28 jun, 2009. Disponível em:
<http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index2.php?option=com_content&do
_pdf=1&id=91>. Acesso em 4 jun, 2009.

BLIX, Dr. Glen. História do vegetarianismo. Vegetarianismo, 15 mai, 1992.
Disponível em: <http://www.vegetarianismo.com.br/sitio/index.php?option=com_
content&task=view&id=273&Itemid=96> Acesso em 2 jun, 2009.

FERREIRA, Silva. Vegetarianismo ao longo da história. Centro Vegetariano,
23 mai, 2004. Disponível em: <http://www.centrovegetariano.org/Article-300-
Vegetarianismo
%2Bao%2Blongo%2Bda%2BHist%25F3ria.html>. Acesso em 2 jun, 2009

FELITTI, Chico. Vegetarianismo na balança. Folha de S. Paulo. São Paulo,
11 maio, 2009. Folhateen, p.6.

VEGETARIANO, Centro. Tipos de vegetarianos. 10 mai, 2002. Disponível em:
<http://www.centrovegetariano.org/Article-70-Tipos%2Bde%2Bvegetarianos.html&gt;.
Acesso em 4 jun, 2009.

WINCKLER, Marly. “Fundamentos do vegetarianismo”. Expressão e Cultura,
Rio de Janeiro, 2004.

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